Entenda de forma prática o que muda em cada regime e como decidir qual faz mais sentido para o momento da sua empresa.
A escolha do regime tributário é uma das decisões mais importantes na vida de uma empresa. Ela impacta impostos, obrigações acessórias, folha de pagamento e até a capacidade de contratar grandes clientes.
Muitos empresários enxergam essa decisão como algo puramente burocrático — quando, na prática, ela pode representar variações significativas de carga tributária ao longo do ano.
Simples Nacional: quando faz sentido
O Simples costuma ser a porta de entrada para pequenas empresas. Unifica tributos em uma única guia e reduz a complexidade das obrigações acessórias. É indicado para negócios com faturamento até R$ 4,8 milhões e folha de pagamento relevante, especialmente nos anexos III e V.
Ainda assim, nem todo negócio dentro do teto se beneficia. Atividades com margens altas e poucos colaboradores podem pagar mais impostos no Simples do que em outros regimes.
Lucro Presumido: previsibilidade e simplicidade
No Lucro Presumido, a Receita presume uma margem de lucro fixa sobre o faturamento para calcular IRPJ e CSLL. É comum para prestadores de serviço com custos operacionais baixos e margem real acima da presumida.
A previsibilidade da carga tributária é um dos pontos fortes, mas exige controle rigoroso das notas emitidas e recebidas para não perder oportunidades de compensação.
Lucro Real: para operações mais complexas
O Lucro Real considera o lucro efetivo da empresa. É obrigatório para faturamentos acima de R$ 78 milhões e para alguns setores, mas pode ser vantajoso para empresas com margens apertadas, prejuízos fiscais acumulados ou grande volume de créditos de PIS e COFINS.
Como decidir com segurança
A decisão passa por simulações comparativas entre os regimes, considerando faturamento projetado, folha, natureza da atividade e perfil dos clientes. Envolver a contabilidade no início do ano fiscal é fundamental para que a escolha seja formalizada dentro do prazo.
Na NewCon, entregamos um comparativo detalhado por escrito, com recomendações e riscos, para que o empresário decida com base em dados — e não em achismos.



